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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Revistas buscam novas oportunidades

No último dia 22 a Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) realizou o Workshop Mercado Leitor, em São Paulo. Entre os principais objetivos do evento estavam mostrar a força do meio revista e buscar novas oportunidades de negócio.
Frederic Kachar, presidente da entidade e diretor-geral da Editora Globo falou sobre o primeiro Factbook lançado no mercado brasileiro de revistas para comprovar a importância e relevância e eficácia da revista: em 164 páginas divididas em 7 capítulo, o conteúdo da publicação aborda o comportamento e o perfil do leitor brasileiro, mostrando que eles são grandes infuenciadores e que consomem acima da média; fala dos porquês o meio é tão importante para anunciantes, seja na construção ou renovação da marca ou na decisão de compra.
Frederic Kachar
Segundo o Factbook, as revistas tem hoje quase 100 milhões de leitores, 55% mulheres. Nas classes B e C, a penetração do meio é de 47%, muito superior aos demais meios pagos. Vale ressaltar que a classe média está lendo muito mais, e com o Vale-Cultura, esse índice ainda deve subir.



Kachar destacou os principais desafios da Aner para este ano: o mercado anunciante deixou de incluir, com a mesma constância, as revistas nos planos de mídia; e o outro foco é o mercado leitor, que sofreu uma queda, especialmente no canal bancas. Outro assunto debatido foi a liberdade de expressão, que também é uma preocupação não só da Aner, mas de toda a mídia brasileira, incluindo a internet.
Ele ainda expôs toda a mudança do mundo e do mercado consumidor com as novas tecnologias e preferências, e lembrou sobre a responsabilidade que todo o mercado tem de expandir suas marcas para o máximo de meios possível. “Precisamos pensar em novos negócios além do digital. A ideia é trazer mais audiência e não pensar apenas na venda de revista – que também pode melhorar, claro”.
Bruno Tortorello, diretor-superintendente da Dinap, também esteve no evento e analisa: “O mercado está menor e continua caindo, mas está cheio de oportunidades. A ideia é investir em novas estratégias, fortalecimento das marcas, conteúdo, formato, preço e trade marketing integrado”.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Time se rende

A revista TIME vai quebrar um tabu de anos e ir contra as diretrizes editoriais da publicação para tentar alavancar uma receita extra dos anunciantes: agora a publicação vai comercializar um novo formato publicitário, na capa.
Para evitar muito comprometimento, o anúncio é bem discreto, quem olha rapidamente pode nem perceber. Trata-se de um retângulo acinzentado logo abaixo do adesivo que traz as informações do assinante ou o código de barras, que remete o leitor para um anúncio de mais destaque nas internas. 

Mas, por mais discreto que seja, vai contra as regras de conduta sugeridas pela Sociedade Americana de Editores de Revista, que, como a Abril, acredita que manter a capa isenta de propaganda ajuda a proteger a independência editorial das publicações.
“A propaganda de capa tem o seu custo, e é obrigatório que o anunciante tenha um anúncio de página inteira ou uma página de conteúdo nativo naquela edição. Além disso, essa opção é oferecida apenas aos nossos maiores anunciantes, não está disponível para qualquer um”, esclareceu Norman Pearlstine, diretor de conteúdo da Time Inc.
Será o início de uma nova era?