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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Executivos preferem a mídia impressa

O Meio&Mensagem divulgou uma pesquisa que atesta que, mesmo sendo usuários ativos da internet, para os líderes e gestores de empresas, os veículos impressos ainda trazem mais credibilidade.


A pesquisa Impacto nas Mídias, realizada com 226 profissionais que ocupam cargos de liderança nas empresas brasileiras, divulgou que internet e redes sociais estão inseridas na sua rotina, mas a mídia que mais auxilia na formação de opinião e tomada de decisão continua sendo a impressa. Ou seja, para 81% mesmo com tanta informação em época de globalização digital, o que vale mesmo é a credibilidade e o diferencial da imprensa, enquanto somente 7% creem na veracidade das mídias digitais como meio de informação.

Apesar do crescimento simultâneo de mídias digital e impressa, os meios mais tecnológicos não parecem tirar o mercado das tradicionais. 70% do público lê jornais diariamente. O rádio também tem um papel importante para 81% dos entrevistados e como era de se esperar, 97% deles acessa sites de notícias com frequência. 

Dos entrevistados, 49% acreditam que é importante conciliar as duas fontes de informação, embora não substituíssem por completo os veículos impressos pelos digitais.  

Veja e Jornal Nacional são os veículos mais influentes para a opinião pública. Lauro Jardim, colunista da Veja, é um dos blogueiros mais lidos por esses líderes. Conheça aqui os veículos ou produtos que mais influenciam a opinião desses executivos:

Revistas:
Veja – 35,9%
Exame – 29,5%
Carta Capital – 8%
Piauí – 7%
Época – 3,5%
Época Negócios – 2,7%
IstoÉ Dinheiro – 2,7%
Superinteressante – 2,7%
Você S/A – 2,2%
IstoÉ – 0,9%
Outras – 4,9% 

Jornais
Folha de S.Paulo –37,2%
Estado de S.Paulo – 29,2%
Valor Econômico – 25,2%
O Globo – 4,9%
Brasil Econômico – 0,4%
Correio Braziliense – 0,4%
Outros – 2,7% 

Telejornal
Jornal Nacional (Globo) – 35%
Jornal das Dez (GloboNews) - 21,2%
Jornal da Globo (Globo) – 13,3%
Bom Dia Brasil ( Globo) – 7,5%
Jornal da Cultura (Cultura) – 6,2%
Jornal da Band (Bandeirantes) – 5,3%
Jornal Hoje (Globo) – 1,9%
Jornal da Record (Record) 0,9%
Jornal do SBT (SBT) – 0,9%
Outros – 8% 

Rádios
CBN – 54,4%
BandNews – 22,6%
Jovem Pan – 7,5%
Bandeirantes – 6,2%
Globo – 3,1%
Estadão – 2,2%
Outras – 4% 

Agências/ Sites de Notícias
Agência Estado – 23%
UOl – 23%
G1 – 14,2%
Folha – 6,6%
Reuters – 5,8%
Globo.com – 5,3%
Portal Exame – 4,9%
Bloomberg – 4,4%
Valor Online – 3,5%
Veja.com – 1,8%
R7 – 1,3%
iG – 0,4%
Outros – 5,8%

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Eles- Um estudo sobre homens

A VIP realizou um estudo para aprofundar o entendimento dos homens sobre si mesmos, como eles constroem sua identidade e sua masculinidade, retratando seu cotidiano e mapeando seus valores, comportamentos, hábitos de lazer, consumo de conteúdo e relação com a tecnologia produzindo conhecimento de qualidade através de metodologias quali e quantitativas aplicadas em 5.545 entrevistas online.

Logo de cara fica muito claro que não são só as mulheres que tem mil atitudes e visões; homens também são heterogêneos, não são todos iguais. Restou a pergunta: O que foi feito do tradicional papel masculino e quais as consequências práticas de não haver mais uma receita pronta e segura a seguir?
A questão foi então contextualizada para a busca de respostas consistentes ser mais concreta e entendermos melhor como caminhamos em direção à desestruturação dos papeis rígidos de gênero.

A VIP falou com homens entre 18 3 50 anos das classes A, B e C, residentes no Brasil e atestou muita coisa interessante, como exemplos:

Entre as atividades mais valorizadas, está cozinhar para amigos e familiares.



60% dos entrevistados depila partes do corpo. 45% deles aparam até as sobrancelhas.



Falando de transformação, 75% dos homens acreditam que deveríamos ser mais igualitários do que somos em busca de um mundo melhor.


No quesito comportamento, mais de 70% dos entrevistados acreditam que alguma decisão do passado poderia ter caminhado de maneira diferente.


Parar para pensar na vida é uma atividade praticada por mais de 90% dos entrevistados e 33% afirmam que choraram no último mês.



Quando questionados se sucesso é ganhar muito dinheiro, 56% discordam. Sucesso é um conjunto de fatores muito maior que somente o financeiro.



A principal paixão dos homens está ligada à pessoas próximas, com quem tem um vínculo afetivo. Dos 18 aos 25, as mães são as donas do seus corações, dos 36 em diante, os filhos ocupam esse lugar de honra.



Para 64% dos homens, a conexão via redes sociais é até mais importante que "sair só com homens".



Mais de 40% estariam dispostos a abrir mão de parte do salário para ter mais tempo livre.



As fontes de inspiração para consumir e se vestir bem estão no dia a dia, especialmente na observação de pessoas na rua, segundo 41% dos homens. 34% usam a opinião feminina em busca de mais segurança.



17% dos homens da classe A se consideram fanáticos por tecnologia.


Essas pinceladas retratam só um pedacinho dessa extensa pesquisa que revelou que o homem moderno é muito mais complexo que o da década passada. E mais otimista também. Para conhecer o estudo completo, acesse http://www.estudoeles.com.br/






quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Twitter do brasileiro

O Twitter, o microblog mais famoso do mundo liberou um infográfico sobre o perfil dos usuários brasileiros: suas atitudes, interesses, de onde acessam e mais.

twitterbrasil




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

100 Rooms Capricho

Todos os anos a equipe da CAPRICHO invade o quarto de 100 adolescentes brasileiras para identificar os detalhes do seu comportamento e consumo.

Você vai conferir agora uma radiografia do que as adolescentes gostam, fazem e compram. Esse exercício é essencial para aproximar a marca do público, o que é fundamental para o desenvolvimento de conteúdo e produtos para o target.














segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Celular é a 1ª tela para britânicos

Uma pesquisa realizada pelo Weve, um e-commerce formado pelas marcas O2, EE e Vodafone, com 2 mil pessoas na Inglaterra revelou que o celular já se tornou a tela mais importante entre adultos de 18 a 34 anos. O ranking ficou assim:

Smartphones- 46%
Computadores- 30,6%
TV- 12,4%
Tablets- 5,8%


Entre todas as idades pesquisadas o ranking é um pouco diferente:
Computadores- 39,8%
Celular- 28%
TV- 27%
Tablets- 5%

Quando perguntados sobre a plataforma que mais utilizam para acessar a internet o computador disparou na frente com 75% dos votos contra 25% dos que preferem o celular. 
Interessante foi descobrir que 68% dos usuários de smartphones acham que recebem a quantidade certa ou poderiam receber mais mensagens sobre as marcas no celular porque:
62% dizem que o celular é uma boa forma de conhecer produtos e ofertas
58% afirmam que é um bom dispositivo para salvar e resgatar vouchers e cupons.


Proposta para mobile e site mobile? Fale com a AtituDe.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Foto Atualizada da População Brasileira

Existe tanta marca no mercado, tanto produto nas prateleiras, tanta oferta, tanto lançamento que ler uma notícia dessas é a prova de que fidelizar um consumidor é mesmo tarefa muito mais árdua que conseguir novos compradores.


Uma pesquisa recente da Nielsen sobre hábitos de consumo, "Foto Atualizada da População Brasileira", que monitora os hábitos de compra espontâneos das famílias do país, mostra que, comparado a alimentos e higienes, cerveja tem o mais alto índice de fidelização do país. 

Mas o estudo pesquisou um universo de 45 milhões de domicílios ou 164 milhões de indivíduos, em todas as regiões e concluiu muito mais que isso, como por exemplo, que, 78% das mulheres decisoras e responsáveis pelos lares no Brasil têm mais de 30 anos de idade. Isso também quer dizer que a estrutura familiar está cada vez menor- em média 3 pessoas por residência em áreas urbanas. Também foi constatado que apesar de apenas 39% dos lares brasileiros contarem com crianças de até 12 anos, o ticket médio deles é 9% superior quando comparado àqueles que não possuem crianças. 

Entender o brasileiro, seu perfil e necessidades é uma tarefa complexa, dada a pluralidade social, econômica e cultural, mas é fator essencial para vencer no atual cenário competitivo”, pontua Jefferson Silva, gerente de Homescan da Nielsen.
De fato, é fundamental entender as razões de compra, como as informações chegam até os consumidores e como ele se comporta diante de certas situações. Desse estudo foi possível entender que boa parte dos consumidores brasileiros sabe exatamente o que busca e, por isso, se tornou multicanal, ou seja, realiza suas compras em mais de um ponto de venda. Dentre os consumidores de higiene e beleza, por exemplo, 97% compram em mais de um canal, sendo que 55% deles em três canais diferentes e 16% em mais de quatro locais. Por este comportamento multicanal, 30% deles mudam de loja caso não achem o que procuram. Já entre os consumidores de cerveja, os que se mostraram mais ativos entre todos os compradores pesquisados, 35% deles trocam de loja se não encontram a marca que procuram. Com bebidas não alcóolicas, apenas 21% fazem o mesmo.

Veja na tabela abaixo o que o consumidor faz quando vai ao supermercado em busca de um produto específico e não o encontra. Enquanto com produtos de limpeza, 75% dos consumidores simplesmente trocariam de marca ao não encontrar a preferida, quando o assunto é breja, essa taxa é de 60%, a menor entre os produtos pesquisados:
 Troca de marca (%)Troca de categoria (%)Troca de loja (%)Desiste da compra (%)
Limpeza751232
Higiene e beleza662302
Bebida não-alcóolica742213
Cerveja602354
Mercearia (salgados)813143
Mercearia (doces)772183
Cesta básica732232
Perecíveis702235
Os resultados indicam ainda que, apesar do crescimento da classe média brasileira nos últimos anos, a concentração de renda ainda faz com que apenas 20% da população mais rica concentre 64% da renda. Grande parte dos brasileiros - em 46% dos lares - considera o preço decisivo na hora da compra no supermercado, que é estritamente planejada. 
Por outro lado, com mais brasileiros ganhando melhor, serviços antes considerados "de luxo" estão ganhando espaço. 40% dos domicílios já tem TV por assinatura, 50% têm internet paga em casa e outros 47% estão cobertos por planos de saúde particulares. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os criativos que não enxergavam as mulheres

Essa semana eu li um artigo no site Outras Palavras, na área Outras Mídias, que dizia que, por ser criada por homens ricos, a publicidade brasileira não enxerga como a auto-estima da mulher está mudando, e por isso, a identificação do público está cada vez menor.

Vou reproduzir o texto na íntegra. Ao contrários dos brand kits, esse texto é longo, mas tenho certeza que vai fazer a diferença no modo que você enxerga a publicidade hoje.

Por Luciana Araújo, da Agência Patrícia Galvão
Realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV revela a existência de um conflito entre o que os espectadores veem e o que gostariam de ver nas publicidades exibidas na televisão. Para 56% dos entrevistados, homens e mulheres, as propagandas na TV não mostram as brasileiras reais. Para a pesquisa, foram realizadas 1.501 entrevistas com homens e mulheres maiores de 18 anos, em 100 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 10 e 18 de maio deste ano.
Na avaliação do diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, o distanciamento entre a representação da mulher feita nos comerciais e a realidade prejudica os anunciantes, que perdem o principal mercado de consumo. “A mulher quer uma comunicação que a inspire a melhorar um pouco mais de vida, mas não a deixar de ser quem ela é. E quando as empresas vendem um aspiracional que está longe de ser desejado e possível para essa mulher, ou ela se frustra ou simplesmente conclui que esse produto não é para ela e cria uma barreira em relação a ele”, considera.Confira abaixo a entrevista na íntegra:
As mulheres são responsáveis por 85% das decisões sobre o consumo doméstico e representam uma massa de renda de R$ 1,1 trilhão. Por que, na sua avaliação, a opinião dessa parcela tão significativa do mercado é de certa forma ignorada pela publicidade na TV e pelos anunciantes em geral?
Renato Meirelles - Quando falamos de uma mulher que movimenta R$ 1,1 trilhão por ano e determina 85% do consumo da família não estamos falando de um nicho consumidor, mas do principal mercado consumidor brasileiro. E se a propaganda não fala com essa mulher, está dando um tiro no pé. Hoje o mercado publicitário não sabe como falar com um mercado de R$ 1,1 trilhão.
O Data Popular sempre estudou muito a classe C e descobrimos que, nos últimos anos, quem mudou o Brasil não foi a classe C, foi a mulher. A mulher que, nos últimos 20 anos, enquanto percentual da população, cresceu 36% e aumentou sua participação no mercado de trabalho em 162%. É como se todo o Estado do Rio Grande do Sul entrasse no mercado da mão-de-obra de trabalho feminino.
Com mais dinheiro, essa mulher passou a decidir ainda mais sobre o consumo da casa e a chefiar um número maior de lares. Hoje, 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Mas esse processo de empoderamento feminino pela via do consumo e da renda é ainda recente e equivale ao papel dos homens há dez anos atrás.
Mas não temos nenhuma ilusão de que isso acabou com as desigualdades de gênero e preconceitos em geral, e muito menos entre os publicitários e anunciantes. Assim, vemos um conjunto de produtos e serviços que muitas vezes são consumidos pelo homem, mas é a mulher quem compra; só que as empresas olham para o homem, e não para a mulher que decide a compra.
Estamos falando de uma miopia das agências de publicidade, que têm entre os seus criativos, em boa parte, homens que dialogam com o universo masculino e ainda acreditam que a aspiração dessa nova mulher é ser como as europeias: altas, brancas, cabelos lisos. Não entendem que, junto com a renda, aumentou também a autoestima dessas mulheres, e elas querem se ver representadas nos meios de comunicação.
Nesse sentido, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV, realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, revela exatamente o contrário, que a mulher brasileira não se vê na publicidade televisiva. Na sua opinião, que outros elementos, além do mundo masculino da criação publicitária e do crescimento ainda recente do papel da mulher brasileira no mercado consumidor, explicam esse distanciamento entre as propagandas e as mulheres brasileiras, que é percebido inclusive pelos homens?
A mulher brasileira está envelhecendo, é majoritariamente negra e tem muito mais curvas que a média das mulheres do mundo. Mas as agências de publicidade trabalham com um ideal de beleza do passado, de mulheres altas, magras, loiras e de olhos claros. Esse padrão de beleza, que durante anos foi o aspiracional de parte considerável dos brasileiros, fazia sentido na propaganda de 20 anos atrás, sob a lógica publicitária. Só que, com a melhora do nível de vida de milhões de brasileiras nos últimos anos, elas querem se ver efetivamente representadas.
Mas as agências não trabalham com essa nova realidade, que tem como lógica o aspiracional possível. A mulher quer uma comunicação que a inspire a melhorar um pouco mais de vida, mas não a deixar de ser quem ela é. E quando as empresas vendem um aspiracional que está longe de ser desejado e possível para essa mulher, ou ela se frustra ou simplesmente conclui que esse produto não é para ela e cria uma barreira em relação a ele.
Portanto, não se trata de ser politicamente correto ou incorreto, mas de ter uma comunicação que funcione ou não. E essa nova mulher brasileira não se vê em nenhum tipo de comunicação que não a represente. Da mesma forma que os brasileiros hoje vão às ruas afirmar que os políticos não os representam, essa propaganda também não representa as mulheres brasileiras.
Por que os anunciantes incorrem nessa postura se eles também fazem pesquisas sobre o perfil dos consumidores antes de contratar campanhas publicitárias?
Infelizmente, temos visto que algumas agências de propaganda adotam um processo de planejamento para justificar a criação, e não o contrário. Assim, alguém tem uma ideia baseada no aspiracional do passado e depois o planejamento tenta justificar isso, mas sempre com a lógica do aspiracional antigo. E não percebem que essa lógica não funciona mais.
O boca a boca influencia 7 em cada 10 mulheres na hora das compras e isso tem que ser levado em conta, porque se a mulher não se vê, ela vai falar mal daquela marca ou produto, ou não vai fazer a propaganda boca a boca.
Então, para conquistar essa nova mulher, a função da propaganda é, em primeiro lugar, criar identidade; em segundo lugar, inspirar essa mulher a melhorar de vida, se sentir mais bonita e feliz; e, em terceiro lugar, gerar propaganda boca a boca. E se você não começa do início, que é a criação da identidade, não consegue criar os outros dois pilares do retorno de investimento. Isso acontece porque parte das equipes de criação das agências publicitárias, que vêm das elites, não entende essa nova consumidora.
A maioria dos entrevistados afirma que gostariam de ver mais mulheres negras e de classe popular nas propagandas na TV. Por outro lado, 67% avaliam que a mulher é mostrada como ativa e 43% como inteligente. Isso mostra também uma mudança na propaganda brasileira?
A pesquisa permite que a gente diferencie as questões da forma e do conteúdo nas propagandas. Essa busca por apresentar uma mulher mais inteligente e que se aceite, do ponto de vista do conteúdo, começa a existir e já é percebida. Por outro, a questão da forma, o padrão estético, não avançou na mesma velocidade que a questão do conteúdo. Então, você vê atrizes falando que são mulheres independentes, que valorizam a conquista e o mérito próprio, que estão subindo na vida e que se veem como mulheres inteligentes. Mas a estética valorizada ainda é a do passado.
E o que temos visto é que isso acontece porque a elite que aprova os anúncios diz: “ah, mas isso está muito feio”, ou: “precisa ser uma coisa mais bonita”. E na visão dessa elite que aprova o anúncio a beleza ainda segue o padrão europeu, porque ela própria é branca, tem olhos claros e ainda dialoga com esses padrões que sempre foram privilegiados no mercado consumidor. Então, publicitários e anunciantes entendem os valores universais e novos, da inteligência, da independência, da opinião dessa nova mulher, mas na hora de aprovar o anúncio não conseguem seguir isso.
Isso explica também a invisibilidade das mulheres negras na propaganda?
Se existe uma dissonância cognitiva entre forma e conteúdo na publicidade, pode-se dizer que houve um avanço no conteúdo e persiste uma carência gigantesca na forma. Só que isso não justifica a questão racial.
Os negros são 52% da população e movimentam R$ 720 bilhões em consumo por ano. E o aspiracional do negro não é ser branco.
Então, é uma miopia do ponto de vista de oportunidades de negócios que a consumidora negra seja apresentada como a empregada doméstica e não como a mulher que decide e está no mercado de trabalho exercendo múltiplas funções. E não se trata apenas de uma necessidade de identidade, mas de um direito da consumidora que, graças à ida para o mercado formal de trabalho, quer se enxergar na comunicação.
A falta de entendimento dessa mudança gera essa miopia no mercado publicitário, que leva a dar menos valor à marca e faz com que o anunciante não otimize o seu investimento publicitário. Isso prejudica a construção da marca e faz com que as empresas tenham prejuízo graças a uma comunicação malfeita.
Na grande maioria das vezes, as pessoas que criam e aprovam os anúncios vêm das classes A e B. E elas tendem a fazer coisas que as agradem, e não que agrade o consumidor final. A mesma coisa acontece nas escolas, onde boa parte dos professores traz um conhecimento acadêmico que levou anos para ser construído e tem a ver com o Brasil do passado. E esse conhecimento acaba sendo reproduzido. Isso está mudando porque hoje a classe C está entrando maciçamente no ensino superior e trazendo consigo a sua história. E se tem uma coisa que aprendemos em 12 anos do Data Popular é que é muito mais fácil pegar alguém que veio de uma camada social mais baixa e fazer com que ela entenda de marketing do que fazer com que a classe A entenda de povo.
Mas nem tudo é negativo. Já existem empresas que sabem usar as informações atuais. A Dove, por exemplo, avançou ao falar de beleza de outro jeito. A Danone avança ao usar a Dira Paes como garota propaganda, assim como a C&A, com a Preta Gil ou a Gabi Amarantos, dialoga com esse novo Brasil.
É preciso entender de povo e que nesse povo estão os negros e as negras.
Sim, porque não tem como falar nas classes C e D sem falar dos negros. De cada 10 pessoas que saíram da classe D e foram para a classe C, 8 são negros. Foram os negros os grandes responsáveis pela ascensão econômica do Brasil. Embora por mais que a desigualdade no Brasil tenha diminuído ela ainda seja gigantesca: 3/4 das classes A e B são brancos e 3/4 das classes D e E são negros. Então, quando falamos das classes C e D, estamos falando necessariamente do consumidor e da consumidora negros. E os anunciantes não estão enxergando isso, que é a intenção de consumo. Com R$ 720 bi dá para comprar milhares de notebooks e laptops. E os anunciantes não vão olhar para isso?
A pesquisa aponta também uma percepção de frustração das mulheres quando não conseguem ter seu corpo e/ou sua beleza mostradas nas propagandas na TV. Como você analisa esse dado?
Ao não se enxergar na grande mídia, ela se sente uma mulher “invisível”. Por isso as personagens de novela que fazem mais sucesso são as que têm mais curvas, as mais “desbocadas”, que dialogam mais, não só na forma mas também no conteúdo, com essa nova mulher brasileira. Por isso novelas como “Avenida Brasil” fazem tanto sucesso, assim como atrizes como a Dira Paes, porque fisicamente ela se parece mais com a nova mulher e as personagens que ela tem feito se parecem mais com essa mulher batalhadora. Entender essa junção de forma e conteúdo é muito importante.
Por último, gostaria que você, pensando no mundo dos publicitários e anunciantes, apontasse quais são os dados da pesquisa que merecem mais destaque, que o pessoal de criação precisa entender.
Em primeiro lugar, que a mulher decide. E essa mulher decide através da identificação com a propaganda, e faz propaganda boca a boca daquilo que ela acredita. Como se vê na pesquisa, avançamos muito do ponto de vista do conteúdo, mas é preciso avançar muito do ponto de vista da forma para conquistar esse mercado de R$ 1,1 trilhão. Para as agências fazerem isso, têm que, além de ouvir mais essa nova mulher brasileira, ter nas suas equipes pessoas que são oriundas desse novo Brasil. Enquanto a comunicação for feita por uma elite, aprovada por uma elite, para vender para o restante, acho que temos poucas chances de avançar.
O Data Popular teve a oportunidade – e o Instituto Patrícia Galvão faz isso como missão – de estudar o quanto ainda existe de preconceito e desigualdade (de renda, de gênero e racial) no nosso país. Parece-nos meio óbvio falar da importância de ser plural nesse universo da propaganda. Mas o mérito da pesquisa não é falar o óbvio, é mostrar como as empresas perdem dinheiro ao não entender o óbvio, que não tem a ver com o politicamente correto ou o que sai nos relatórios de responsabilidade social. O óbvio tem a ver com o mercado. Se as empresas não olharem para esse mercado que mudou no Brasil, que é o mercado da mulher, elas estarão longe de conseguir efetivamente fazer uma grande transformação na sua comunicação e explorar o potencial econômico que isso tem.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

As 250 PMEs que mais crescem

Todos os anos a revista Exame PME, em parceria com a consultoria Deloitte, realiza o já tradicional levantamento das 250 Pequenas e Médias Empresas que mais crescem no Brasil. 


A pesquisa mostra como essas categorias de empresas são importantes para o desenvolvimento da economia brasileira destacando quais são aquelas que vem construindo uma trajetória consistente de expansão nos últimos três anos.


Nesta edição especial, uma outra novidade dá mais força ao anunciante em dois novos formatos: a capa folder e o rodapé sequencial.




O conteúdo também estará disponível na versão digital. 

A edição é a oportunidade perfeita também para quem oferece produtos e serviços que ajudam no desenvolvimento das empresas mostrar que fazem diferença nesse cenário que não para de crescer.

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Prazo de reserva: 31/7

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Brasil, o país da rede social em qualquer lugar

Um estudo realizado recentemente pela Nielsen em 10 países, Consumidor Móvel 2013, revelou que 75% dos brasileiros usam smartphones para acessar as redes sociais É esse o povo que usa essa função como a principal da plataforma, ultrapassando EUA e Reino Unido, onde 63% usam a função, China, com 62%, Rússia e Índia, onde 59% fazem uso das redes sociais nos mobiles.


Thiago Moreira, diretor de Telecom da Nielsen, ressalta que os smartphones representam, para alguns brasileiros, o único ponto de contato com o mundo digital. Por R$ 0,29 por dia é possível ter acesso à internet de um celular e o pré-pago ainda é predominante no país. Além disso, 48% da população têm mais de um celular. 

Dos consumidores brasileiros entre 16 e 64 anos, 84% possui algum tipo de aparelho móvel, a maioria deles (44%) de modelos mais simples, seguidos por smartphones (36%) e multimídia (21%).

Dos países que integram o Brics, os chineses são os que mais têm smartphones (66%), enquanto os indianos possuem o menor índice (10%). O estudo também aponta que, quando se trata de preferências por aplicativos, 68% dos brasileiros baixam os de jogos, 67% de redes sociais, 51% de navegação de mapas e pesquisas e 49% de vídeos.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

As 100 marcas mais valiosas do mundo

O estudo Brandz Top 100 Most Valuable Global Brands, encomendado pelo grupo de marketing e publicidade WPP e produzido pela Millward Brown Optimor, apresenta há 8 anos as marcas mais valiosas do mundo. O objetivo é avaliar quanto uma marca vale para o mercado utilizando como critérios a avaliação de potenciais compradores e atuais consumidores mais dados financeiros. Neste ano a amostra de consumidores no mundo chegou a 2 milhões de pessoas. Dá pra ter uma boa base da realidade, não é?

A All Mighty Apple manteve o 1º lugar no ranking das marcas mais valiosas valendo USD 185 bilhões, mesmo tendo apresentado crescimento de míseros 1% em relação ao ano anterior. Em compensação, sua maior concorrente, a Samsung, subiu 25 posições e 51% para conquistar o 30º lugar da lista com valor de mercado de USD 21 bilhões.


Outra marca que merece comentário é o Facebook. Em 2102 a rede ocupava o 19º lugar, mas a queda de 36% a levou ao 31º degrau, valendo USD 21,2 bilhões.

Também é importante falar um pouco do Google, que é o candidato mais competente a roubar o 1º lugar da Apple nos próximos anos, já que vem revertendo um cenário de queda (acreditamos no seu poder de recuperação diante de tanto otimismo). Em relação ao ano passado o Google cresceu 5% e foi estimado em USD 114 bilhões. A IBM ocupa o 3º lugar do ranking e a Microsoft, outra representante dos gigantes da tecnologia, amarga uma mera 7ª posição.


http://bluebus.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2013/05/ranking-marcas.jpg

Neste ano, mais uma vez, ficaram de fora as marcas brasileiras Bradesco e Itaú, que apareceram no ranking pela última vez em 2011. Outra surpresa desagradável foi a ausência da Petrobrás, que carregava a bandeira da marca mais valiosa entre todas as marcas da América Latina, galgando um 75º lugar em 2012 entre as globais. Este ano ela ficou em 4º lugar no continente, mas em contrapartida a Skol subiu como a marca brasileira de maior valor e Bradesco, Itaú e Claro aparecem entre as 10 mais da AL.

De acordo com Valkiria Garré, Diretora Executiva da Millward Brown no Brasil, a queda da Petrobras é explicada pela politica do governo de segurar o preço dos combustíveis como forma de deter a inflaçao. Por outro lado, “políticas governamentais para criar empregos e estimular consumo impulsionaram vendas em categorias de consumo como alimentos, cervejas e varejo. A marca brasileira mais valiosa – Skol – cresceu 39% em valor de marca, por exemplo”.

Por enquanto tá explicado, mas com a inflação beirando o descontrole, quem sabe em que colocação as marcas brasileiras aparecerão em 2014?

quinta-feira, 7 de março de 2013

Transformações na audiência

Vocês já sabem da última do Ibope? A partir de agora, a mensuração do conteúdo televisivo também será aplicada em tablets, computadores e smartphones. Tá certo, assim os números serão mais reais, vai dar para ter uma ideia bem mais precisa do peso dessas plataformas na audiência. Em 2012 isso significou um crescimento de 15%.



Resta saber se empresas que operam simultaneamente a produção e distribuição de conteúdo nos meios digitais irão se sujeitar às métricas e métodos de aferição de resultados do sistema Broadcast, que é menos preciso que os meios digitais. 

Outra pergunta que permeia os pensamentos publicitários é o quanto a transparência assegurada pela fusão de dados entre Web Analytcs e dados do painel vai afetar a dinâmica do mercado publicitário. A eMarketer estima que em 2014, 10% do investimento publicitário em TV no mercado americano deverá migrar para vídeos na web.


No Brasil, onde o BV existe e resiste, onde os institutos imperam solenemente, as mudanças devem ser mais lentas, mas pensando a longo prazo, o movimento tem saldo positivo para veículos e anunciantes, já que com a medição digital é possível mensurar com mais precisão o nosso entendimento do comportamento dos expectadores, leitores e usuários, especialmente os do meio impresso. 

E pra ampliar ainda mais essa mudança na sociedade mercadológica, a Billboard, que semanalmente publica a lista das músicas mais ouvidas pelos americanos, também entrou na onda. Agora sua medição considera as visualizações no Youtube, mas só as das contas oficiais.

Lista da Billboard passa a contabilizar músicas do YouTube

Qualquer semelhança com o hangout que Veja.com promoveu com o Sr. Spider não é mera coincidência. É Veja à frente da concorrência, é Veja enxergando mais longe. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Investimentos em publicidade no Brasil- Janeiro a junho de 2012

Uma séria de pesquisas realizadas pela Nielsen revelou que o investimento em publicidade continua crescendo em vários segmentos, e as companhias telefônicas são o grande destaque, investindo mais que no primeiro semestre de 2011.


O investimento global das empresas de telecom apresentou alta de 7,9%, entre os segmentos e conquistou seu recorde na América Latina, com crescimento de de 32,5. O setor automotivo também se destaca aumentando seu investimento em 6,3% no primeiro semestre. Já entre a lista daqueles que sofreram baixa estão o de Cuidados pessoais (-1,2%), o de Indústria e serviços (-1,4%) e o de Bens duráveis (-4,4%)

Agora você vai saber qual a participação no investimento em propaganda de cada segmento:

Bens de consumo: 24,6%
Entretenimento: 11,9%
Indústria e serviços: 11%
Cuidados pessoais: 10,1%
Automotivo: 8,2%
Mídia: 7,6%
Telecomunições: 5,6%
Mercado financeiro: 5,4%
Canais de distribuição: 5,2%
Bens duráveis: 4,9%
Roupas e Acessórios: 3,3%


E abaixo, o crescimento perante o período anterior (1º sem 2011 x 1º sem 2012) de cada um dos 10 principais setores em cada grupo:

Telecomunicações: +7,9%
Automotivo: +6,3%
Entretenimento: +5,0%
Mídia: +4,9%
Canais de distribuição: +4.9%
Mercado financeiro: +4,5%
Bens de consumo: +4,3%
Roupas e acessórios: +2,8%
Cuidados pessoais: -1,2%
Indústria e serviços: -1,4%
Bens duráveis: -4,4%

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sem canibalismo, só complementação



Aproveitando o ensejo (o crescimento exponencial da venda de tablets no Brasil, que falamos na última segunda-feira), hoje vamos falar sobre como o meio revista e o meio tablet se complementam.

A PPA, uma revista especializada no setor, realizou uma pesquisa para provar que as edições publicadas no tablet não canibalizam as edições impressas, como muita gente pensa. A realidade é que elas tem uma relação muito estreita.


A Brand Republic fez um artigo sobre o assunto que você pode ler na íntegra clicando aqui.

Abaixo, um resumo do assunto em português, confira. 


O estudo identificou  uma relação positiva entre os leitores de publicação impressa e de tablets, mostrando que 96% dos usuários de tablets afirmaram, no ano anterior, terem lido uma revista impressa. A média nacional está na casa dos 80% atualmente, e esse número só tende a crescer.

Marius Cloete, o diretor da pesquisa, afirma que estudos sugerem que as edições digitais estão revigorando o apetite dos leitores para o consumo da mídia revista: “Isso desfaz o mito de que os usuários de tablet estão abandonando o impresso em favor do digital. As duas plataformas parecem estar trabalhando em conjunto para expandir consumidores”, aponta.

Os leitores são sensíveis em relação às revistas, constroem um verdadeiro relacionamento com elas, e por isso, querem ambos os formatos, digital e impresso.

Uma análise paralela   destacou que a gama de oportunidades disponíveis para editores e anunciantes está numa maré super positiva e crescente: os níveis de recall são muito similares nas 2 plataformas, 53% no meio impresso e 56% no tablet.
Isso é uma ótima notícia para anunciantes, já que a oportunidade de se engajar com o conteúdo das revistas está em franco crescimento.

Os donos de tablet são mais propensos a ter lido ou comprado revistas impressas nos últimos três meses do que a média nacional, desfazendo o mito de que os a revista impressa está perdendo espaço para a digital. As duas plataformas estão trabalhando em conjunto. Como o tablet permite outro nível de envolvimento, a publicidade na plataforma melhora ainda mais o desempenho do impresso, gerando maior interação com a marca.