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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Mídia Programática

Você sabe o que é mídia programática? Trata-se de uma série de tecnologias que começaram a automatizar compra, posicionamento e otimização da publicidade online. O termo significa automação. Esse novo formato de comercialização vem mudando a maneira como os publishers veem as informações para gerenciar com mais eficiência todos os canais de vendas para aumentar sua receita.
A precificação é transparente e acontece por leilão. Por exemplo, se dois anunciantes, concorrentes entre si, tem como objetivo impactar o mesmo público dentro de determinado site, aquele que pagar mais terá uma exposição maior, mais visibilidade. Além disso, o anúncio acaba sendo mais direcionado, já que para alguns anunciantes milhões de impressões não atingem nem 1/4 do seu público devido à dispersão. Hoje é possível comprar essas impressões por perfil de consumidor, comportamento de compra, idade, localização e tantos outros filtros. Essa nova forma de comercialização é importante especialmente para estreitar a concorrência entre pequenos e grandes anunciantes.
“Esse é o primeiro ano em que o mercado tem a presença de todos os principais players mundiais", afirma Marcelo Sant´Iago, da MediaMath
A ProXXima deste ano trouxe alguns tópicos importantíssimos para elucidar melhor o assunto:

1. O que é mídia programática?
Muitas pessoas confundem isso com a compra de anúncios por meio de leilões online – conhecidos como real time bidding – mas esse é apenas um dos jeitos de se comprar anúncios de forma programática. A compra programática é realizada por meio de máquinas.

2. Por que só se fala nisso?
Lembram quando era necessário contatar um agente de viagens para reservar um quarto de hotel? Na última década, bilhões de dólares foram investidos como aposta na transição do mercado publicitário. “O que vocês estão vendo é uma mudança fundamental não só na forma como a mídia é comprada, mas como anunciantes podem melhor engajar os consumidores”, afirmou Brian Lesser, CEO global da Xaxis, braço de compra programática da WPP.

3. A mídia programática é cara?

Na verdade, pode economizar dinheiro. Por meio da automação, as transações se tornam mais eficazes, pois eliminam tarefas complexas. Ao mesmo tempo, pode envolver fornecedores que disponibilizam certos tipos de verificações e segmentações.

No mundo ideal, a tecnologia de automação dominaria tarefas de dados avançados e deixaria os humanos fazerem o que sabem melhor. “Tudo isso se trata de abrir caminhos para conversações mais humanas e criativas”, disse Todd Gordon, vice-presidente executivo de investimento na Magna Global.

4. Todos os anúncios serão automatizados?
Provavelmente não. “Não sei se alguém compraria 100% de seus anúncios por meio de programmatic porque integrações profundas de marcas e outras atividades não poderiam ser feitas desta forma”, explicou John Montgomery, CCO do GroupM Interaction. No entanto, “olhando para o futuro, a maioria da compra será realizada com programmatic”.

5. Se a mídia programática é tão legal, por que se investe tão pouco nela?

Muitos anunciantes ainda não entendem programmatic. Veem que milhões de pessoas visualizaram seus anúncios, mas não sabem em quais sites. Dizem a eles que ferramentas programáticas podem estender seus anúncios para qualquer site, mas não sabem se servem para anúncios nativos in-stream.

Neste ano, a Associação Nacional de Anunciantes realizou uma pesquisa com 153 anunciantes e constatou que somente 26% dos participantes sabem o que é mídia programática e a utilizaram.
“Na cabeça de muitos anunciantes, a compra programática é igual ao real-time bidding (Princípio de funcionamento comercial do Google Ads). Mas o RTB é a primeira geração do programmatic”, afirmou Lesser.

6. Você está falando de fraude?

A publicidade digital enfrenta um enorme problema de fraude. A indústria digital diz que está empenhada em resolver o problema, mas quase toda entidade se beneficia de alguma forma do tráfego proveniente de robôs. Os publishers lucram com isso, a performance dos compradores parece ótima, e as empresas de tecnologia são pagas para combater a questão. Na maior parte dos casos, as marcas é que acabam pagando.

7. Os publishers premium também irão adotar o programmatic?
Sim, mas aos poucos. A verdade é que os publishers têm boas razões para serem cautelosos. Se os compradores de mídia aderirem à compra programática simplesmente por ser uma alternativa mais barata para comprar anúncios, os vendedores têm pouco incentivo para entrar no jogo.

Recentemente, publishers começaram a automatizar seus acordos com anunciantes. Sob esses acordos “programáticos diretos”, um representante de vendas do publisher pode negociar com um anunciante algo que inclua inventário como anúncios na home page.

8. Serei obrigado a veicular minhas campanhas por meio do Google?

O Google realmente predomina nesse cenário, pois possui uma série de tecnologias que administram o processo de compra de publicidade. Mas existem outras: AOL, Yahoo e Adobe têm suas próprias tecnologias capazes de gerenciar todo o processo. Você pode combinar soluções de centenas de vendedores de ad-tech, de plataformas de demanda a serviços de verificação. É possível fazer uma combinação que atenda às necessidades únicas daquela marca.

9. A TV irá para o programmatic?
À medida que programas e filmes cada vez mais distribuídos pela web, a tecnologia programática chegará lá também. O Hulu experimentou vender anúncios de vídeo por meio de trocas privadas.

Mesmo alguns anúncios de TV tradicionais estão se tornando automatizados. A Comcast disponibilizou a automatização de anúncios . E a DirecTV e Dish Network vendem algum inventário de TV com a tecnologia programática.

“O que impulsiona a mídia programática são: entrega de digital e dados. Se você pensar sobre onde o display e o vídeo digital estão, é mais fácil aplicar o programmatic nesses espaços. Tenho poucas dúvidas que out-of-home, televisão e rádio seguirão o mesmo caminho”, declarou Montgomery. 

Vê-se que a mídia programática tem tudo para decolar no Brasil e se expandir para outras mídias, mas por enquanto o CENP e os anunciantes ainda pedem cautela.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Previsões do mercado digital 2014

Depois das férias, o nosso blog volta à ativa mais curioso que nunca. Para startar os trabalhos deste ano, trazemos um excelente estudo desenvolvido pela equipe de Veja Digital sobre as previsões para o mercado 2014. O futuro chegou, é hora de utilizar de maneira cada vez mais consistente a plataforma mobile e investir em conteúdos editoriais através da publicidade nativa.





























segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Geração Y e a busca constante de satisfação

Quem nasceu nas décadas de 50 e 60 é parte de uma geração chamada BABY BOOMERS. Profissionais que cresceram buscando estabilidade econômica em carreiras seguras e estáveis através de décadas de trabalho duro e muita dedicação, quando vida profissional e pessoal se encontravam às 12:00 e às 18:00, na transição do momento trabalho para o momento família.

Nos anos 70, 80 e 90 o mundo todo prosperou junto num crescimento econômico e tecnológico sem precedentes e, com novas expectativas de futuro melhor, os filhos dos Baby Boomers cresceram formando uma nova geração, que acreditava que podia ser o que quisesse, chegar onde quisesse. Mal sabiam os pais que estavam criando identidades de protagonistas especiais nos subconscientes de seus filhos geração Y, que pensaram que podiam - e tinham obrigação- de fazer melhor que seus pais, de prosperarem mais, de enriquecerem mais, de serem mais felizes. Só estabilidade e segurança não bastam, é preciso viver o próprio sonho.


Cal Newport, escritor e professor de ciências da computação na Universidade de Georgetown aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.

Ou seja, para nós, não basta só a prosperidade econômica que nossos pais buscavam, mas também a realização profissional na carreira escolhida. E essa ideia permeia os pensamentos da geração Y desde que seus pais baby boomers começaram a cria-los para serem prodigiosamente magníficos, diferenciados, profissionais de destaque. Acontece que isso não foi transmitido a 1 ou 2 indivíduos, mas a uma geração inteira que hoje sofre por perder a ilusão de estar predestinado a algo sempre melhor por ser especial.
O mercado de trabalho é outra ilusão real. Uma grande carreira já não se faz só com anos de trabalho árduo, e muito menos é um destino natural e óbvio para qualquer pessoa excepcional da geração Y. Normalmente as expectativas antes de começar a carreira são enormes, mas o mundo não é um lugar fácil, e anos de sangue, suor e lágrimas fazem cair por terra a ilusão construída de que é possível você vencer na vida, basta ser o melhor e encontrar realização no trabalho.
Paul Harvey, professor da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos, concluiu em uma pesquisa que a geração Y tem “expectativas fora da realidade e uma grande resistência em aceitar críticas negativas” e “uma visão inflada sobre si mesmo”. Ele diz que “uma grande fonte de frustrações de pessoas com forte senso de grandeza são as expectativas não alcançadas. Elas geralmente se sentem merecedoras de respeito e recompensa que não estão de acordo com seus níveis de habilidade e esforço, e talvez não obtenham o nível de respeito e recompensa que estão esperando”.
Isso é por que a percepção da grandeza é geralmente baseada num senso infundado de superioridade e merecimento. Pessoas que são levadas a acreditar, talvez por causa dos constantes e ávidos exercícios de construção de auto-estima durante a infância, que são de alguma maneira especiais.
Como o mundo real considera o merecimento um fator importante, depois de alguns anos de formada, a geração Y se encontra nessa situação: a extrema ambição, combinada com a arrogância, fruto da ilusão sobre quem ela realmente é, faz ela ter expectativas extremamente altas, mesmo sobre os primeiros anos após a saída da faculdade. Mas a realidade não condiz com suas expectativas, deixando o resultado da equação “realidade – expectativas = felicidade” no negativo.
E para concluir o pensamento, as redes sociais criam um mundo opressivo para aqueles que esperavam mais, afinal de contas, é ali que tudo o que as outras pessoas estão fazendo é público e visível, onde a maioria das pessoas expõe uma versão maquiada e melhorada de si mesmos e de suas realidades, e as pessoas que expõe mais suas vidas são as pessoas que estão indo melhor nas carreiras ou relacionamentos, enquanto as pessoas que estão tendo dificuldades tendem a não expor sua situação. 
Por esses motivos todos a geração Y está frustrada e insatisfeita. Pode até ser que a vida e a carreira estejam indo bem, mas nunca alinhados com a expectativa.
Esse é um estudo demográfico realizado pela Unicamp, mas o assunto está sendo tão comentado que é só jogar no Google para encontrar um monte de materiais sobre o assunto. Esse vídeo retrata bem os pensamentos dos baby boomers e a evolução, geração a geração. 

 fica então a pergunta que pode fazer você mudar sua forma de ver sua vida é: Você está buscando ou fazendo aquilo que te deixa realmente feliz?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Celular é a 1ª tela para britânicos

Uma pesquisa realizada pelo Weve, um e-commerce formado pelas marcas O2, EE e Vodafone, com 2 mil pessoas na Inglaterra revelou que o celular já se tornou a tela mais importante entre adultos de 18 a 34 anos. O ranking ficou assim:

Smartphones- 46%
Computadores- 30,6%
TV- 12,4%
Tablets- 5,8%


Entre todas as idades pesquisadas o ranking é um pouco diferente:
Computadores- 39,8%
Celular- 28%
TV- 27%
Tablets- 5%

Quando perguntados sobre a plataforma que mais utilizam para acessar a internet o computador disparou na frente com 75% dos votos contra 25% dos que preferem o celular. 
Interessante foi descobrir que 68% dos usuários de smartphones acham que recebem a quantidade certa ou poderiam receber mais mensagens sobre as marcas no celular porque:
62% dizem que o celular é uma boa forma de conhecer produtos e ofertas
58% afirmam que é um bom dispositivo para salvar e resgatar vouchers e cupons.


Proposta para mobile e site mobile? Fale com a AtituDe.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Exame no Caboré 2013

A revista EXAME é uma das finalistas do Caboré, o maior prêmio da propaganda brasileira na categoria Veículo de Mídia Impressa.

Todo ano o Meio&Mensagem indica três concorrentes para disputar cada uma das 13 categorias, a partir disso, os assinantes do M&M são convidados a votar em um dos nomes de sua preferência em cada categoria.

Os indicados recebem a indicação pela gaiola, símbolo do prêmio

A votação é feita via internet, com auditoria da Pricewaterhouse Coopers e a revelação dos vencedores acontecerá dia 4 de dezembro em um evento no Credicard Hall.

A Exame já vem trabalhando uma campanha teaser no Facebook, publicando, todas as sextas, às 17h, uma imagem para reafirmar sua posição. Quem ama, acompanha. Quem lê, compartilha.

Foto
Foto

As votações estão abertas desde o dia 28 até 30 de novembro. Vote, participe. Celebre conosco a vitória da seriedade e do comprometimento com o leitor de uma revista que só cresce em circulação e respeito. 
VOTE EXAME NO CABORÉ!



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Foto Atualizada da População Brasileira

Existe tanta marca no mercado, tanto produto nas prateleiras, tanta oferta, tanto lançamento que ler uma notícia dessas é a prova de que fidelizar um consumidor é mesmo tarefa muito mais árdua que conseguir novos compradores.


Uma pesquisa recente da Nielsen sobre hábitos de consumo, "Foto Atualizada da População Brasileira", que monitora os hábitos de compra espontâneos das famílias do país, mostra que, comparado a alimentos e higienes, cerveja tem o mais alto índice de fidelização do país. 

Mas o estudo pesquisou um universo de 45 milhões de domicílios ou 164 milhões de indivíduos, em todas as regiões e concluiu muito mais que isso, como por exemplo, que, 78% das mulheres decisoras e responsáveis pelos lares no Brasil têm mais de 30 anos de idade. Isso também quer dizer que a estrutura familiar está cada vez menor- em média 3 pessoas por residência em áreas urbanas. Também foi constatado que apesar de apenas 39% dos lares brasileiros contarem com crianças de até 12 anos, o ticket médio deles é 9% superior quando comparado àqueles que não possuem crianças. 

Entender o brasileiro, seu perfil e necessidades é uma tarefa complexa, dada a pluralidade social, econômica e cultural, mas é fator essencial para vencer no atual cenário competitivo”, pontua Jefferson Silva, gerente de Homescan da Nielsen.
De fato, é fundamental entender as razões de compra, como as informações chegam até os consumidores e como ele se comporta diante de certas situações. Desse estudo foi possível entender que boa parte dos consumidores brasileiros sabe exatamente o que busca e, por isso, se tornou multicanal, ou seja, realiza suas compras em mais de um ponto de venda. Dentre os consumidores de higiene e beleza, por exemplo, 97% compram em mais de um canal, sendo que 55% deles em três canais diferentes e 16% em mais de quatro locais. Por este comportamento multicanal, 30% deles mudam de loja caso não achem o que procuram. Já entre os consumidores de cerveja, os que se mostraram mais ativos entre todos os compradores pesquisados, 35% deles trocam de loja se não encontram a marca que procuram. Com bebidas não alcóolicas, apenas 21% fazem o mesmo.

Veja na tabela abaixo o que o consumidor faz quando vai ao supermercado em busca de um produto específico e não o encontra. Enquanto com produtos de limpeza, 75% dos consumidores simplesmente trocariam de marca ao não encontrar a preferida, quando o assunto é breja, essa taxa é de 60%, a menor entre os produtos pesquisados:
 Troca de marca (%)Troca de categoria (%)Troca de loja (%)Desiste da compra (%)
Limpeza751232
Higiene e beleza662302
Bebida não-alcóolica742213
Cerveja602354
Mercearia (salgados)813143
Mercearia (doces)772183
Cesta básica732232
Perecíveis702235
Os resultados indicam ainda que, apesar do crescimento da classe média brasileira nos últimos anos, a concentração de renda ainda faz com que apenas 20% da população mais rica concentre 64% da renda. Grande parte dos brasileiros - em 46% dos lares - considera o preço decisivo na hora da compra no supermercado, que é estritamente planejada. 
Por outro lado, com mais brasileiros ganhando melhor, serviços antes considerados "de luxo" estão ganhando espaço. 40% dos domicílios já tem TV por assinatura, 50% têm internet paga em casa e outros 47% estão cobertos por planos de saúde particulares. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os criativos que não enxergavam as mulheres

Essa semana eu li um artigo no site Outras Palavras, na área Outras Mídias, que dizia que, por ser criada por homens ricos, a publicidade brasileira não enxerga como a auto-estima da mulher está mudando, e por isso, a identificação do público está cada vez menor.

Vou reproduzir o texto na íntegra. Ao contrários dos brand kits, esse texto é longo, mas tenho certeza que vai fazer a diferença no modo que você enxerga a publicidade hoje.

Por Luciana Araújo, da Agência Patrícia Galvão
Realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV revela a existência de um conflito entre o que os espectadores veem e o que gostariam de ver nas publicidades exibidas na televisão. Para 56% dos entrevistados, homens e mulheres, as propagandas na TV não mostram as brasileiras reais. Para a pesquisa, foram realizadas 1.501 entrevistas com homens e mulheres maiores de 18 anos, em 100 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 10 e 18 de maio deste ano.
Na avaliação do diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, o distanciamento entre a representação da mulher feita nos comerciais e a realidade prejudica os anunciantes, que perdem o principal mercado de consumo. “A mulher quer uma comunicação que a inspire a melhorar um pouco mais de vida, mas não a deixar de ser quem ela é. E quando as empresas vendem um aspiracional que está longe de ser desejado e possível para essa mulher, ou ela se frustra ou simplesmente conclui que esse produto não é para ela e cria uma barreira em relação a ele”, considera.Confira abaixo a entrevista na íntegra:
As mulheres são responsáveis por 85% das decisões sobre o consumo doméstico e representam uma massa de renda de R$ 1,1 trilhão. Por que, na sua avaliação, a opinião dessa parcela tão significativa do mercado é de certa forma ignorada pela publicidade na TV e pelos anunciantes em geral?
Renato Meirelles - Quando falamos de uma mulher que movimenta R$ 1,1 trilhão por ano e determina 85% do consumo da família não estamos falando de um nicho consumidor, mas do principal mercado consumidor brasileiro. E se a propaganda não fala com essa mulher, está dando um tiro no pé. Hoje o mercado publicitário não sabe como falar com um mercado de R$ 1,1 trilhão.
O Data Popular sempre estudou muito a classe C e descobrimos que, nos últimos anos, quem mudou o Brasil não foi a classe C, foi a mulher. A mulher que, nos últimos 20 anos, enquanto percentual da população, cresceu 36% e aumentou sua participação no mercado de trabalho em 162%. É como se todo o Estado do Rio Grande do Sul entrasse no mercado da mão-de-obra de trabalho feminino.
Com mais dinheiro, essa mulher passou a decidir ainda mais sobre o consumo da casa e a chefiar um número maior de lares. Hoje, 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Mas esse processo de empoderamento feminino pela via do consumo e da renda é ainda recente e equivale ao papel dos homens há dez anos atrás.
Mas não temos nenhuma ilusão de que isso acabou com as desigualdades de gênero e preconceitos em geral, e muito menos entre os publicitários e anunciantes. Assim, vemos um conjunto de produtos e serviços que muitas vezes são consumidos pelo homem, mas é a mulher quem compra; só que as empresas olham para o homem, e não para a mulher que decide a compra.
Estamos falando de uma miopia das agências de publicidade, que têm entre os seus criativos, em boa parte, homens que dialogam com o universo masculino e ainda acreditam que a aspiração dessa nova mulher é ser como as europeias: altas, brancas, cabelos lisos. Não entendem que, junto com a renda, aumentou também a autoestima dessas mulheres, e elas querem se ver representadas nos meios de comunicação.
Nesse sentido, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV, realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, revela exatamente o contrário, que a mulher brasileira não se vê na publicidade televisiva. Na sua opinião, que outros elementos, além do mundo masculino da criação publicitária e do crescimento ainda recente do papel da mulher brasileira no mercado consumidor, explicam esse distanciamento entre as propagandas e as mulheres brasileiras, que é percebido inclusive pelos homens?
A mulher brasileira está envelhecendo, é majoritariamente negra e tem muito mais curvas que a média das mulheres do mundo. Mas as agências de publicidade trabalham com um ideal de beleza do passado, de mulheres altas, magras, loiras e de olhos claros. Esse padrão de beleza, que durante anos foi o aspiracional de parte considerável dos brasileiros, fazia sentido na propaganda de 20 anos atrás, sob a lógica publicitária. Só que, com a melhora do nível de vida de milhões de brasileiras nos últimos anos, elas querem se ver efetivamente representadas.
Mas as agências não trabalham com essa nova realidade, que tem como lógica o aspiracional possível. A mulher quer uma comunicação que a inspire a melhorar um pouco mais de vida, mas não a deixar de ser quem ela é. E quando as empresas vendem um aspiracional que está longe de ser desejado e possível para essa mulher, ou ela se frustra ou simplesmente conclui que esse produto não é para ela e cria uma barreira em relação a ele.
Portanto, não se trata de ser politicamente correto ou incorreto, mas de ter uma comunicação que funcione ou não. E essa nova mulher brasileira não se vê em nenhum tipo de comunicação que não a represente. Da mesma forma que os brasileiros hoje vão às ruas afirmar que os políticos não os representam, essa propaganda também não representa as mulheres brasileiras.
Por que os anunciantes incorrem nessa postura se eles também fazem pesquisas sobre o perfil dos consumidores antes de contratar campanhas publicitárias?
Infelizmente, temos visto que algumas agências de propaganda adotam um processo de planejamento para justificar a criação, e não o contrário. Assim, alguém tem uma ideia baseada no aspiracional do passado e depois o planejamento tenta justificar isso, mas sempre com a lógica do aspiracional antigo. E não percebem que essa lógica não funciona mais.
O boca a boca influencia 7 em cada 10 mulheres na hora das compras e isso tem que ser levado em conta, porque se a mulher não se vê, ela vai falar mal daquela marca ou produto, ou não vai fazer a propaganda boca a boca.
Então, para conquistar essa nova mulher, a função da propaganda é, em primeiro lugar, criar identidade; em segundo lugar, inspirar essa mulher a melhorar de vida, se sentir mais bonita e feliz; e, em terceiro lugar, gerar propaganda boca a boca. E se você não começa do início, que é a criação da identidade, não consegue criar os outros dois pilares do retorno de investimento. Isso acontece porque parte das equipes de criação das agências publicitárias, que vêm das elites, não entende essa nova consumidora.
A maioria dos entrevistados afirma que gostariam de ver mais mulheres negras e de classe popular nas propagandas na TV. Por outro lado, 67% avaliam que a mulher é mostrada como ativa e 43% como inteligente. Isso mostra também uma mudança na propaganda brasileira?
A pesquisa permite que a gente diferencie as questões da forma e do conteúdo nas propagandas. Essa busca por apresentar uma mulher mais inteligente e que se aceite, do ponto de vista do conteúdo, começa a existir e já é percebida. Por outro, a questão da forma, o padrão estético, não avançou na mesma velocidade que a questão do conteúdo. Então, você vê atrizes falando que são mulheres independentes, que valorizam a conquista e o mérito próprio, que estão subindo na vida e que se veem como mulheres inteligentes. Mas a estética valorizada ainda é a do passado.
E o que temos visto é que isso acontece porque a elite que aprova os anúncios diz: “ah, mas isso está muito feio”, ou: “precisa ser uma coisa mais bonita”. E na visão dessa elite que aprova o anúncio a beleza ainda segue o padrão europeu, porque ela própria é branca, tem olhos claros e ainda dialoga com esses padrões que sempre foram privilegiados no mercado consumidor. Então, publicitários e anunciantes entendem os valores universais e novos, da inteligência, da independência, da opinião dessa nova mulher, mas na hora de aprovar o anúncio não conseguem seguir isso.
Isso explica também a invisibilidade das mulheres negras na propaganda?
Se existe uma dissonância cognitiva entre forma e conteúdo na publicidade, pode-se dizer que houve um avanço no conteúdo e persiste uma carência gigantesca na forma. Só que isso não justifica a questão racial.
Os negros são 52% da população e movimentam R$ 720 bilhões em consumo por ano. E o aspiracional do negro não é ser branco.
Então, é uma miopia do ponto de vista de oportunidades de negócios que a consumidora negra seja apresentada como a empregada doméstica e não como a mulher que decide e está no mercado de trabalho exercendo múltiplas funções. E não se trata apenas de uma necessidade de identidade, mas de um direito da consumidora que, graças à ida para o mercado formal de trabalho, quer se enxergar na comunicação.
A falta de entendimento dessa mudança gera essa miopia no mercado publicitário, que leva a dar menos valor à marca e faz com que o anunciante não otimize o seu investimento publicitário. Isso prejudica a construção da marca e faz com que as empresas tenham prejuízo graças a uma comunicação malfeita.
Na grande maioria das vezes, as pessoas que criam e aprovam os anúncios vêm das classes A e B. E elas tendem a fazer coisas que as agradem, e não que agrade o consumidor final. A mesma coisa acontece nas escolas, onde boa parte dos professores traz um conhecimento acadêmico que levou anos para ser construído e tem a ver com o Brasil do passado. E esse conhecimento acaba sendo reproduzido. Isso está mudando porque hoje a classe C está entrando maciçamente no ensino superior e trazendo consigo a sua história. E se tem uma coisa que aprendemos em 12 anos do Data Popular é que é muito mais fácil pegar alguém que veio de uma camada social mais baixa e fazer com que ela entenda de marketing do que fazer com que a classe A entenda de povo.
Mas nem tudo é negativo. Já existem empresas que sabem usar as informações atuais. A Dove, por exemplo, avançou ao falar de beleza de outro jeito. A Danone avança ao usar a Dira Paes como garota propaganda, assim como a C&A, com a Preta Gil ou a Gabi Amarantos, dialoga com esse novo Brasil.
É preciso entender de povo e que nesse povo estão os negros e as negras.
Sim, porque não tem como falar nas classes C e D sem falar dos negros. De cada 10 pessoas que saíram da classe D e foram para a classe C, 8 são negros. Foram os negros os grandes responsáveis pela ascensão econômica do Brasil. Embora por mais que a desigualdade no Brasil tenha diminuído ela ainda seja gigantesca: 3/4 das classes A e B são brancos e 3/4 das classes D e E são negros. Então, quando falamos das classes C e D, estamos falando necessariamente do consumidor e da consumidora negros. E os anunciantes não estão enxergando isso, que é a intenção de consumo. Com R$ 720 bi dá para comprar milhares de notebooks e laptops. E os anunciantes não vão olhar para isso?
A pesquisa aponta também uma percepção de frustração das mulheres quando não conseguem ter seu corpo e/ou sua beleza mostradas nas propagandas na TV. Como você analisa esse dado?
Ao não se enxergar na grande mídia, ela se sente uma mulher “invisível”. Por isso as personagens de novela que fazem mais sucesso são as que têm mais curvas, as mais “desbocadas”, que dialogam mais, não só na forma mas também no conteúdo, com essa nova mulher brasileira. Por isso novelas como “Avenida Brasil” fazem tanto sucesso, assim como atrizes como a Dira Paes, porque fisicamente ela se parece mais com a nova mulher e as personagens que ela tem feito se parecem mais com essa mulher batalhadora. Entender essa junção de forma e conteúdo é muito importante.
Por último, gostaria que você, pensando no mundo dos publicitários e anunciantes, apontasse quais são os dados da pesquisa que merecem mais destaque, que o pessoal de criação precisa entender.
Em primeiro lugar, que a mulher decide. E essa mulher decide através da identificação com a propaganda, e faz propaganda boca a boca daquilo que ela acredita. Como se vê na pesquisa, avançamos muito do ponto de vista do conteúdo, mas é preciso avançar muito do ponto de vista da forma para conquistar esse mercado de R$ 1,1 trilhão. Para as agências fazerem isso, têm que, além de ouvir mais essa nova mulher brasileira, ter nas suas equipes pessoas que são oriundas desse novo Brasil. Enquanto a comunicação for feita por uma elite, aprovada por uma elite, para vender para o restante, acho que temos poucas chances de avançar.
O Data Popular teve a oportunidade – e o Instituto Patrícia Galvão faz isso como missão – de estudar o quanto ainda existe de preconceito e desigualdade (de renda, de gênero e racial) no nosso país. Parece-nos meio óbvio falar da importância de ser plural nesse universo da propaganda. Mas o mérito da pesquisa não é falar o óbvio, é mostrar como as empresas perdem dinheiro ao não entender o óbvio, que não tem a ver com o politicamente correto ou o que sai nos relatórios de responsabilidade social. O óbvio tem a ver com o mercado. Se as empresas não olharem para esse mercado que mudou no Brasil, que é o mercado da mulher, elas estarão longe de conseguir efetivamente fazer uma grande transformação na sua comunicação e explorar o potencial econômico que isso tem.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Rock in Rio- ações de ativação

Quem ama ação promocional põe o dedo aqui...
Nada melhor que um evento pra trabalhar a ativação de um produto, um serviço ou até uma marca. E se for um evento do porte do Rock in Rio então...criativos soltam a imaginação e produtores se lascam, mas a mágica precisa acontecer, e tem que ser grandiosa.


A Volkswagen vai fazer chover luz no evento. Uma tempestade de 3 mil leds será lançada nos intervalos dos principais shows do palco Mundo todos os dias do Rock in Rio 2013. Os flying hélicos serão lançados das torres de som, iluminando o céu e trazendo 1 código da promoção "Seu Fox pode cair do Céu". Todos os leds recolhidos deverão ser registrados no site da promoção nos totens dos espaços Volks e o vencedor leva um Fox zero pra casa.


O Itaú traz ainda mais interação. Em seu estande, uma simulação trará um palco igual ao original, onde até 3 amigos poderão formar uma banda, e o negócio é profissa mesmo. A banda se cadastra por biometria e é encaminhada num corredor no melhor estilo backstage até o palco, onde um painel digital vai exibir a imagem de milhares de fãs com cartazes com o nome da banda, fotos e informações personalizadas- tudo retirado do Facebook das "celebridades", que poderão interagir com o público através de um sensor de movimentos kinect. Pra fazer ainda mais barulho a experiência vira um vídeo de 20 segundos para ser postado e compartilhado nas redes sociais.

O Itaú também construiu um elevador panorâmico que subirá até o ponto mais alto do Rock in Rio, onde uma foto é clicada e pode ser compartilhada no Facebook e Instagram. Do lado de fora um painel com todas as fotos postadas no Insta com a hashtag #IatuRockinRio vai mostrar a ação e 245 mil pulseiras de led serão distribuídas para deixar o evento na cor do banco.
E eu não podia deixar de falar da ação da Coca-Cola Zero no evento, o Coca-Cola Zero Música. É só baixar o app, que roda em Android e iOS, e se concetar pelo Facebook, apontar o código da latinha ou da garrafa de 600 ml para o seu dispositivo e clicar em "scanear lata". Cada latinha traz um dos 7 gêneros musicais: rock, pop, mpb, hip hop, eletrônico, clássico e metal. uando você scaneia uma lata, 5 músicas ficam no seu aparelho, e a partir daí, é só escolher as faixas que mais gosta e criar uma playlist. Obviamente você pode compartilhar suas playlists no Face. Aí é só alegria!4
Pra quem vai pro Rock in Rio, aproveite.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Publicidade na ponte dos suicidas

A Coreia do Sul é o país que apresenta maior taxa de suicídio da OCDE e o local preferido das pessoas que querem se matar é a ponte Mapo, em Seul. De lá, 108 suicidas se jogaram nos últimos cinco anos.
Trecho de vídeo que registra ação publicitária da Samsung na Coreia do Sul
Esse dado estatística é extremamente chocante e profundamente triste. Dá vontade de se mobilizar a favor da vida, não dá? Foi exatamente o que a Samsung fez. Ela transformou em "Ponte da vida" o local mais mortal do território sul-coreano.
A solução criativa e ao mesmo de muita visibilidade foi apostar em algo muito mais simples que muros ou o fechamento definitivo da ponte, que eram as ideias do governo. A Samsung Seguros instalou luzes com sensores que acendiam conforme os passantes caminhavam pela ponte e mostravam frases inspiradoras e motivadoras, como "Vá ver as pessoas de quem você sente saudades", "Os melhores momentos da sua vida ainda estão por vir" e "Como você gostaria de ser lembrado?". As mensagens foram criadas em parceria com psicólogos e ativistas de prevenção ao suicídio.

A agência que assina o trabalho é a Cheil Worldwide, que levou o Leão de Titânio em Cannes este ano. A campanha que teve início em dezembro de 2012 já teve eficácia garantida: a taxa de suicídios desde então já caiu 85%.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Perspectivas para o 2º semestre

Não foi só o mercado publicitário que sofreu no 1º semestre, o Brasil está inseguro com as incertezas que rondam todos os setores da economia e política. A inflação em alta, o PIB em queda, os juros lá em cima e o povo endividado depois de todos os esforços de consumo que o governo concedeu resultaram em retração econômica. Diante desse cenário, quais são as perspectivas para o futuro próximo?

O jornal Prop&Mark publicou uma reportagem essa semana com as expectativas de alguns pofissionais do mercado publicitário, e a boa notícia que esperávamos veio. Tudo indica que voltaremos a prosperar:


Revistas
O CEO da Editora Globo e presidente da Aner, Frederic Zoghaib Kachar, acredita que o ciclo de redução de investimentos que o meio revista vem enfrentando nos últimos semestres já passou pelo pior momento e começa aos poucos a dar sinal de retomada.



“Para nós, a crise já tinha chegado desde o segundo semestre do ano passado, quando houve uma forte desaceleração dos negócios. Já vínhamos numa fase difícil e, no início deste ano, as coisas pioraram um pouco mais. O primeiro trimestre foi muito difícil. Percebo que, aos poucos, o cenário de incertezas vai se dissipando e os anunciantes começam a retomar investimentos – até porque é danoso para as marcas ficarem muito tempo sem anunciar”, afirma ele.




Digital

Em meio aos anúncios de corte de verbas, a internet cresce. Marcelo Lobianco, presidente do IAB Brasil, diz que, quando o mercado anuncia crise e o consequente corte de verbas de marketing, ganha o meio que entrega melhor.


Ele estima que o digital tenha crescido entre 15% e 22% no primeiro semestre, impulsionado por YouTube, Facebook e Ad Networks. “O vídeo também está ganhando volume e o mobile começando a aparecer com mais frequência nos planos de mídia”, observa. O executivo prevê um crescimento de 32% no segundo semestre.

O que pensam as entidades?
As perspectivas das associações que representam o mercado são de recuperação neste segundo semestre, com mais investimentos e negócios, na expectativa de uma reação efetiva do governo.

Para Orlando Marques, presidente da Abap, as manifestações deixaram anunciantes inseguros e comprometeram um semestre que todo mundo achava que ia deslanchar, mas que permaneceu devagar e quase parou.


Marques, porém, está otimista e acredita na recuperação no segundo semestre. “Deve haver um maior crescimento. Mas para isso há que se voltar a ter tranquilidade e não esse clima de incerteza que estamos vivendo hoje. Outra grande preocupação do mercado são as ameaças à liberdade de expressão comercial. Continuamos numa batalha diária contra projetos de lei estapafúrdios que, de uma maneira ou de outra, pretendem limitar o direito dos anunciantes e, portanto, as receitas das agências”, destaca.
“O momento exige muita reflexão e muita conversa para se entender bem o cenário. Só assim vamos achar as melhores soluções. Temos que ter humildade, inteligência e cabeça muito aberta para tomar as decisões corretas”, afirma Marques.

Humberto Mendes, vice- presidente executivo da Fenapro acredita que o mercado ficará aquecido nos próximos meses. “Nos próximos meses se fará muita coisa. Nos mercados regionais não é diferente. Este ano de 2013 não vai ser ruim para nós. É um ano de preparação para a Copa. Além disso, o Brasil criou uma nova massa de consumidores, com 20 milhões de pessoas. É irreversível, por mais crise que tenha, o consumo não vai parar”, defendeu. 


Ele ainda reforça que já testemunhou muitas crises no país e que a propaganda nunca parou. “Vivo crises há muito tempo. A propaganda não pode parar, nunca parou – e olha que eu trabalho no mercado publicitário há 60 anos. O anunciante precisa da propaganda tanto quanto da matéria-prima dos seus produtos. Se ele parar de anunciar, o concorrente toma o lugar dele”.


 E você aí? Quais são as suas perspectivas para o 2º semestre de 2013?